A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) oficializou, nesta terça-feira, 3, o lançamento do projeto "Trilha de Desenvolvimento de Letramento Digital". A iniciativa, apresentada na Casa dos Conselhos, é coordenada pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) e pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA/JF). O programa tem como foco o atendimento de 98 adolescentes que vivem em situação de vulnerabilidade social no município, oferecendo ferramentas para a inclusão digital e profissional.
Investimento e execução do programa
Para a viabilização das atividades, foi destinado um investimento total de R$ 300 mil. Os recursos são provenientes do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. A execução pedagógica e prática das aulas fica sob responsabilidade da Rede Cidadã, que estruturou o curso para atender jovens com idade entre 14 e 17 anos. O objetivo central é fornecer a qualificação necessária para que esse público possa ingressar no mercado de trabalho com competências atualizadas.
Durante a cerimônia de lançamento, o presidente do CMDCA/JF, José Sotter Figueirôa Neto, destacou que a transparência pública é reforçada ao divulgar tais projetos em reuniões abertas. Segundo o gestor, essa prática aproxima a sociedade civil das ações municipais e permite um intercâmbio de experiências mais rico entre as entidades parceiras da administração local.
Metodologia e carga horária da capacitação
A Trilha de Desenvolvimento possui uma duração prevista de 18 meses. A estrutura educacional foi organizada em sete turmas, sendo que cada grupo contará com 14 participantes. No total, os alunos cumprirão 124 horas de carga horária, distribuídas de forma estratégica para garantir uma formação integral. Desse montante, 40 horas são dedicadas ao desenvolvimento socioemocional e 84 horas são voltadas especificamente para a formação técnica e inclusão digital.
De acordo com Fernando Alves, representante da Rede Cidadã, o currículo foi desenhado para unir o crescimento pessoal às exigências tecnológicas do mercado atual. Os módulos socioemocionais abrangem temas como autoconhecimento, identidade, comunicação e a elaboração de um Plano de Desenvolvimento Individual (PDI). Já a vertente tecnológica foca em fluência digital, Pacote Office, hardware, software, além de noções de marketing digital, empreendedorismo e trabalho remoto.
Perspectivas de emprego e impacto social
O projeto não se limita à sala de aula, articulando-se diretamente com instituições e empresas da região para facilitar a inserção dos jovens em vagas de aprendizagem e estágio. A meta estabelecida pela organização é encaminhar 70% dos formados para processos seletivos, com o objetivo final de que 50% dos adolescentes consigam efetivamente uma colocação no mercado profissional.
A vereadora Letícia Delgado, que preside a comissão de defesa da criança e do adolescente na Câmara Municipal, ressaltou a importância de aplicar recursos públicos diretamente na ponta do serviço social. Para a parlamentar, a iniciativa é uma forma de garantir direitos fundamentais, permitindo que a juventude de Juiz de Fora construa novas perspectivas de vida com proteção e oportunidades reais de crescimento.

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